O Rosa da Mata apresenta em prova uma cor rubi aberta, reflexo desta casta pouco tintoreira, no nariz encontra-se o aroma a floração, remete ao cheiro das matas no Outono - musgo e caruma de pinheiro, tem também um toque de uva, que lembra a vindima e frutos silvestres. Na boca não é um vinho simples, tem a rusticidade que se vai educando com a elegância, é confuso, mas ao mesmo tempo interessante, com uma acidez perfeita. No fundo tem uma personalidade um pouco bipolar, de opostos que se conjugam num final perfeito e longo. O tanino é veludo, salivante. Cheira a Dão.
Vinificação:
As uvas são colhidas manualmente em caixas de 20Kg, e o Alfrocheiro é colhido de madrugada, para que a uva se mantenha íntegra e livre de oxidação, sem dilaceração da película até ao esmagamento na adega. Estas uvas são fermentadas em lagar, sem controlo de temperatura e sem tratamentos mecânicos, a remontagem durante a curtimenta é feita por macacos de madeira, de forma a ir ao encontro do passado, mantendo assim o carácter varietal da Casta.
Críticas e prémios:
. 18 pontos Vinho Grandes Escolhas.